quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Introdução ao RUP

O que é RUP?
O RUP, abreviação de Rational Unified Process (ou Processo Unificado Racional), é um processo de engenharia de software criado pela Rational Software Corporation e adquirida posteriormente pela IBM em 2003. Ele oferece uma abordagem baseada em disciplinas para atribuir tarefas e responsabilidades dentro de uma organização de desenvolvimento. Sua meta é garantir a produção de software de alta qualidade que atenda às necessidades dos usuários dentro de um cronograma e de um orçamento previsíveis.
 

Assim, o RUP mostra como o sistema será construído na fase de implementação, gerando o modelo do projeto e, opcionalmente, o modelo de análise que é utilizado para garantir a robustez. O RUP define perfeitamente quem é responsável pelo que, como as coisas deverão ser feitas e quando devem ser realizadas, descrevendo todas as metas de desenvolvimento especificamente para que sejam alcançadas.  

O RUP utiliza a Linguagem Unificada de Modelagem UML para especificar, modelar e documentar artefatos. A UML é um padrão definido pelo OMG e ter se tornado o padrão empresarial para a modelagem orientada a objetos. Por ser flexível e configurável, o RUP pode ser utilizado em projetos de pequeno, médio e grande porte.
 

A arquitetura básica do RUP se divide em duas dimensões (figura 01):

Figura 01


Horizontal: Representam o tempo de vida de um projeto, os aspectos do ciclo de vida do processo de engenharia de um sistema, de acordo com o decorrer do projeto. Essa dimensão demonstra o aspecto dinâmico do processo, suas fases, iterações e milestones.

Vertical: Representam os grupos de atividades lógicas que são realizadas durante o decorrer do tempo. Essa dimensão demonstra o aspecto estático do processo, que será composto por disciplinas, atividades, fluxos, artefatos e papéis.

O RUP incorpora as melhores práticas de desenvolvimento de software de acordo com as causas de sucesso apontadas pela indústria de software:
1) Desenvolvimento iterativo;
2) Gerenciamento de requisitos;
3) Arquitetura baseada em componentes;
4) Modelo visual de software;
5) Verificação contínua da qualidade de software;
6) Controle de mudança de software;

Desenvolvimento Interativo e Incremental

O RUP trata o desenvolvimento de software de uma maneira iterativa e incremental, ou seja, substitui o modelo clássico de desenvolvimento em cascata para uma abordagem um pouco mais dinâmica, dividida em iterações, onde, dentro de cada iteração, teremos a execução de cada uma de suas Disciplinas (figura 02), em proporção de acordo com a Fase do projeto.

Figura 02


Arquitetura e Casos de Uso

Em sua essência, dizemos que o RUP é “centrado na arquitetura” e “dirigido por casos de uso”. Isso significa que, para o RUP, os aspectos mais importantes do desenvolvimento de softwares (ou seja, os aspectos relacionados aos maiores riscos de um projeto de desenvolvimento) estão intimamente ligados à arquitetura, visto que ele mesmo define arquitetura como “tudo o que sobra quando você não pode mais tirar nada mais do sistema, mas ainda continua entendendo-o e explicando como ele funciona”. Sendo assim, devemos então tratar como centro (core) do nosso desenvolvimento, nossos requisitos arquiteturais do projeto.
Além disso, quando dizemos que o RUP é dirigido por casos de uso, mostramos que para solucionarmos um problema (o grande e único motivo para a criação de um sistema), devemos primeiro entender da melhor forma possível esse problema, dividi-lo e organizá-lo de uma maneira que todos os envolvidos no projeto de construção desse sistema (todos os stakeholders) possam compreender a situação. Para realizar essas atividades, o RUP encontra na UML a solução: Use Cases e seus atores.

Fases

O RUP organiza o desenvolvimento de software em quatro fases, onde são tratadas questões sobre planejamento, levantamento de requisitos, análise, implementação, teste e implantação do software. Cada fase tem um papel fundamental para que o objetivo seja cumprido, distribuídos entre vários profissionais como o Analista de sistema, Projetista, Projetista de testes, entre outros.

Fase de Concepção / Iniciação: Esta fase do RUP abrange as tarefas de comunicação com o cliente e planejamento. É feito um plano de projeto avaliando os possíveis riscos, as estimativas de custo e prazos, estabelecendo as prioridades, levantamento dos requisitos do sistema e preliminarmente analisá-lo. Assim, haverá uma anuência das partes interessadas na definição do escopo do projeto, onde são examinados os objetivos para se decidir sobre a continuidade do desenvolvimento.

Fase de Elaboração: Abrange a Modelagem do modelo genérico do processo. O objetivo desta fase é analisar de forma mais detalhada a análise do domínio do problema, revisando os riscos que o projeto pode sofrer e a arquitetura do projeto começa a ter sua forma básica. Indagações como “O plano do projeto é confiável?”, “Os custos são admissíveis?” são esclarecidas nesta etapa.

Fase de Construção: Desenvolve ou Adquire os componentes de Software. O principal objetivo desta fase é a construção do sistema de software, com foco no desenvolvimento de componentes e outros recursos do sistema. É na fase de Construção que a maior parte de codificação ocorre.

Fase de Transição: Abrange a entrega do software ao usuário e a fase de testes. O objetivo desta fase é disponibilizar o sistema, tornando-o disponível e compreendido pelo usuário final. As atividades desta fase incluem o treinamento dos usuários finais e também a realização de testes da versão beta do sistema visando garantir que o mesmo possua o nível adequado de qualidade.



Referências Bibliográficas:  

http://www.guiafar.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=108%3Arup&catid=43%3Atecnologia-da-informacao&Itemid=169&lang=pt 
http://www.wthreex.com/rup/portugues/index.htm http://www.infoescola.com/engenharia-de-software/rup/
http://www.baguete.com.br/artigos/731/adilson-taub-junior/04/11/2009/rational-unified-process-rup


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O que é PMI?

O PMI(Project Management Institute) é uma associação sem fins lucrativos que reúne profissionais do mundo inteiro que trabalham em gerenciamento de projetos, com mais de um milhão de membros e associados em mais de 185 países. O PMI defende o uso de boas práticas para o gerenciamento de projetos, apoiado pelos padrões internacionalmente reconhecidos e o extenso programa de pesquisas.
O PMBOK Guide® é uma de suas publicações e apresenta as boas práticas para gerenciamento de projetos geralmente reconhecidas pelos profissionais da área.
Site do PMI: http://www.pmi.org

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Project Management Body of Knowledge, também conhecido como PMBOK é um conjunto de práticas em gerência de projetos publicado pelo Project Management Institute (PMI) e constitui a base do conhecimento em gerência de projetos do PMI. Estas práticas são compiladas na forma de um guia, chamado de Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos, ou Guia PMBOK.

Definição

O Guia PMBOK é o guia que identifica um subconjunto do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos, que é amplamente reconhecido como boa prática, sendo em razão disso, utilizado como base pelo Project Management Institute (PMI). Uma boa prática não significa que o conhecimento e as práticas devem ser aplicadas uniformemente a todos os projetos, sem considerar se são ou não apropriados.

O Guia PMBOK também fornece e promove um vocabulário comum para se discutir, escrever e aplicar o gerenciamento de projetos possibilitando o intercâmbio eficiente de informações entre os profissionais de gerência de projetos.

O guia é baseado em processos e subprocessos para descrever de forma organizada o trabalho a ser realizado durante o projeto. Essa abordagem se assemelha à empregada por outras normas como a ISO 9000 e o Software Engineering Institute's, CMMI. Os processos descritos se relacionam e interagem durante a condução do trabalho e a descrição de cada um deles é feita em termos de:

  • Entradas (documentos, planos, desenhos etc.);
  • Ferramentas e técnicas (que se aplicam as entradas);
  • Saídas (documentos, produtos etc.)

A versão 2008 do guia, cita 42 processos agrupados em cinco grupos e nove áreas de conhecimento.

[editar] Conjunto de conhecimentos de acordo com o PMBOK

O conhecimento de gerenciamento de projetos, descrito no Guia PMBOK consiste em:

  • Definição do ciclo de vida e da organização de um projeto
  • Descrição dos grupos de processos de gerenciamento de projetos:
  1. Iniciação
  2. Planejamento
  3. Execução
  4. Monitoramento e controle
  5. Encerramento
  • Descrição das nove áreas de conhecimento:
  1. Gerenciamento/Gestão de integração do projeto
  2. Gerenciamento/Gestão do escopo do projeto
  3. Gerenciamento/Gestão de tempo do projeto
  4. Gerenciamento/Gestão de custos do projeto
  5. Gerenciamento/Gestão da qualidade do projeto
  6. Gerenciamento/Gestão de recursos humanos do projeto
  7. Gerenciamento/Gestão das comunicações do projeto
  8. Gerenciamento/Gestão de riscos do projeto
  9. Gerenciamento/Gestão de aquisições do projeto
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre. (A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK Guide). Third Edition ed. [S.l.]: Project Management Institute.)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Bem Vindos!

Bem Vindos ao nosso Blog sobre PMBOK | PMI e RUP para Iniciantes.
Este blog foi criado para a disciplina de Gerenciamento de Projetos, do Curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Amazonas.
Se destina a estudantes e profissionais interessados em Gerenciamento de projetos, PMBOK(Project Management Body of Knowledge), PMI(Project Management Institute) associados ao RUP(Rational Unified Process).
Nossa equipe é formada pelos acadêmicos do curso de sistemas de informação:
Diovane Monteiro, Helena Penha, Kathlen Brun e Renan Reis.

Bom estudo a todos!